Câncer colorretal: como prevenir e quais os tratamentos disponíveis
Saiba como identificar os sinais, reduzir os riscos e quais são as opções de tratamento mais eficazes.
O câncer colorretal é um dos tipos mais comuns no Brasil e, ao mesmo tempo, um dos mais evitáveis com rastreio adequado. A boa notícia? Com medidas simples e exames preventivos acessíveis, é possível identificar precocemente e aumentar significativamente as chances de cura.
O que é e como surge?
O câncer colorretal se desenvolve a partir de alterações nas células do intestino grosso e do reto. Em muitos casos, ele começa como um pólipo (uma espécie de verruga) que pode se tornar maligno ao longo do tempo.
A evolução costuma ser lenta e silenciosa, o que torna a prevenção e o diagnóstico precoce ainda mais importantes.
Fatores de risco 
- Idade acima de 50 anos;
- Histórico familiar da doença;
- Dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas;
- Sedentarismo;
- Obesidade;
- Consumo excessivo de álcool e tabaco;
- Doenças inflamatórias intestinais.
Exames de rastreio
Dois exames são fundamentais na prevenção do câncer colorretal:
1. Pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF):
Simples, rápido e sem dor. Ele detecta vestígios de sangue nas fezes, que podem indicar lesões suspeitas. Deve ser feito anualmente a partir dos 50 anos (ou antes, em casos de risco aumentado).
2. Colonoscopia:
A colonoscopia é feita com sedação e permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer. É o principal método de rastreio e pode ser feito a cada 10 anos, conforme recomendação médica.
O papel da alimentação e dos hábitos
Adotar uma alimentação rica em fibras, com o consumo frequente de frutas, verduras, legumes e cereais integrais, é uma forma eficaz de proteger a saúde intestinal. Ao mesmo tempo, é importante reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas, que estão associadas a um maior risco de desenvolver câncer colorretal.
Praticar atividade física regularmente, manter o peso corporal adequado, evitar o tabaco e moderar o consumo de álcool são atitudes que, além de ajudarem na prevenção desse tipo de câncer, contribuem para a redução do risco de diversas outras doenças crônicas.
Tratamentos atuais
O tratamento do câncer colorretal varia de acordo com o estágio da doença. Em muitos casos, a cirurgia é indicada para a remoção do tumor e das áreas afetadas. Quando a doença está mais avançada ou há risco de recidiva, pode-se recorrer à quimioterapia e/ou radioterapia.
Também existem terapias mais recentes, como as terapias-alvo e a imunoterapia, que são utilizadas principalmente em casos avançados ou recorrentes. Vale destacar que, quando o diagnóstico é feito precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%.
Quando procurar um especialista
É fundamental procurar um médico diante de sinais de alerta como sangue nas fezes, mudança persistente no hábito intestinal, perda de peso sem explicação ou cansaço excessivo. Esses sintomas podem indicar alterações no intestino que merecem investigação especializada.
Mesmo sem sintomas, quem tem mais de 50 anos ou fatores de risco deve fazer exames de rastreio regularmente.
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