Exame de Androstenediona: diagnóstico de SOP e distúrbios adrenais
Exame de Androstenediona: diagnóstico de SOP e distúrbios adrenais
R$ 29,06
* Valores e formas de pagamento variam conforme o laboratório escolhido.
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Informações da coleta
Prazo do resultado
11 dias úteis
Material coletado
SORO
Método de coleta
Segunda a sexta-feira
Instruções de preparo
Outros: É obrigatório informar a idade do paciente e os medicamentos em uso nos últimos 30 dias, especialmente hormônios esteroides. (ANDIONA)
Exame de Androstenediona: diagnóstico de SOP e distúrbios adrenais
Entenda o que é a androstenediona, para que serve o exame, quando é indicado e como se preparar para investigar distúrbios hormonais e fertilidade.
O que é o exame de androstenediona?
A androstenediona é um hormônio esteroide produzido principalmente pelas glândulas adrenais (suprarrenais), pelos ovários nas mulheres e, em menor quantidade, pelos testículos nos homens.
Sua principal função no organismo é atuar como precursor hormonal: ela é convertida em testosterona (hormônio masculino) ou em estrona (hormônio feminino), dependendo da via metabólica ativa em cada tecido.
O exame de androstenediona mede a concentração desse hormônio no sangue (soro) e é solicitado quando há suspeita de desequilíbrio na produção de hormônios sexuais, especialmente em casos de excesso de andrógenos (hiperandrogenismo) ou distúrbios adrenais.
Por ser um hormônio intermediário, sua dosagem complementa a avaliação de testosterona, DHEA-S e outros andrógenos no contexto do perfil hormonal completo.
Para que serve o exame de androstenediona?
- Investigação do hiperandrogenismo em mulheres (excesso de hormônios sexuais masculinos);
- Diagnóstico e acompanhamento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP);
- Diagnóstico de Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC), especialmente por deficiência de 21-hidroxilase;
- Investigação de hirsutismo (pelos excessivos em mulheres) e acne hormonal;
- Avaliação de puberdade precoce ou tardia em crianças e adolescentes;
- Investigação de tumores virilizantes nos ovários, testículos ou glândulas adrenais;
- Diagnóstico de Síndrome de Cushing;
- Avaliação da causa de irregularidades menstruais e infertilidade;
- Diagnóstico da doença de Addison (insuficiência adrenal): androstenediona reduzida;
- Monitoramento de tratamento hormonal e terapia de reposição.
Quais sintomas podem levar à realização do exame?
Em mulheres (excesso de andrógenos):
- Crescimento excessivo de pelos em face, tórax e abdômen (hirsutismo);
- Acne persistente e grave;
- Queda de cabelo em padrão masculino (alopecia androgênica);
- Irregularidades menstruais ou ausência de menstruação (amenorreia);
- Infertilidade;
- Engrossamento da voz e outros sinais de virilização.
Em crianças (avaliação de desenvolvimento):
- Aparecimento precoce de pelos pubianos e axilares;
- Desenvolvimento sexual antes da idade esperada (puberdade precoce);
- Genitália ambígua em recém-nascidos (suspeita de HAC).
Em ambos os sexos:
- Suspeita de tumor adrenal ou ovariano produtor de andrógenos;
- Alterações hormonais identificadas em exames de rotina.
Quais as doenças relacionadas a este exame?
- Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): condição mais comum de hiperandrogenismo em mulheres em idade fértil; a androstenediona frequentemente está elevada;
- Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC): distúrbio genético que leva à produção excessiva de andrógenos pelas adrenais desde o nascimento;
- Síndrome de Cushing: excesso de cortisol que pode elevar também os andrógenos adrenais;
- Doença de Addison: insuficiência adrenal primária em que a androstenediona se encontra reduzida;
- Tumores virilizantes: tumores de ovário, testículo ou adrenal que secretam androgênios em excesso (níveis extremamente elevados);
- Hirsutismo idiopático: hirsutismo sem causa definida, com androstenediona muitas vezes elevada;
- Puberdade precoce de origem adrenal ou gonadal.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo?
- Jejum: não é obrigatório em geral, mas alguns protocolos recomendam jejum de 4 horas, verificar orientação da unidade de coleta;
- Coleta em sangue venoso (soro);
- Informar ao médico e ao laboratório todos os medicamentos em uso, especialmente: anticoncepcionais hormonais, corticosteroides, esteroides anabolizantes, terapia de reposição hormonal;
- Atenção ao horário da coleta: os níveis de androstenediona variam ao longo do dia, atingindo concentração máxima pela manhã. Recomenda-se a coleta nas primeiras horas da manhã, idealmente dentro das 2 horas após o horário habitual de acordar;
- Em mulheres, os níveis de androstenediona também variam ao longo do ciclo menstrual, com pico ao redor do meio do ciclo. O médico deve orientar o melhor momento para a coleta de acordo com o objetivo clínico.
*As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a consulta médica. Procure sempre um médico para avaliação e interpretação dos seus resultados.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especialista em bacteriologia clínica. Atualizado em julho de 2026.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.
Perguntas frequentes
Não. São hormônios distintos. A androstenediona é um precursor — ou seja, o organismo a converte em testosterona ou estrona. Seu nível pode estar elevado mesmo quando a testosterona sérica está normal, sendo por isso um marcador valioso no hiperandrogenismo.
Sim. Em homens, pode ser utilizado para investigar a função adrenocortical, avaliar suspeita de tumor adrenal e compor o perfil hormonal em contextos específicos.
A avaliação hormonal completa do hiperandrogenismo costuma incluir: androstenediona, testosterona total e livre, DHEA-S, cortisol, 17-OH progesterona e, em muitos casos, prolactina e hormônios da hipófise (FSH, LH). A análise conjunta aumenta a precisão diagnóstica.
Depende do objetivo. Para avaliação da reserva ovariana e produção basal de andrógenos, muitos médicos preferem coleta na fase folicular inicial (2º ao 5º dia do ciclo). Siga sempre a orientação do seu médico.
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