Exame de Arsênio Sérico: o que é, pra que serve
Exame de Arsênio Sérico: o que é, pra que serve
R$ 35,00
* Valores e formas de pagamento variam conforme o laboratório escolhido.
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Informações da coleta
Prazo do resultado
4 dias úteis
Material coletado
SORO
Método de coleta
Segunda a sexta-feira
Instruções de preparo
Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas. (ARSES) Dieta: Não ingerir frutos do mar três dias antes da coleta. (ARSES)
Exame de Arsênio Sérico: o que é, pra que serve
Exame de sangue que mede a concentração de arsênio no organismo. Essencial para saúde ocupacional e avaliação de exposição tóxica ambiental.
Trabalha em ambientes com exposição a metais pesados ou vive em regiões com risco de contaminação ambiental? O Exame de Arsênio Sérico é uma importante ferramenta da toxicologia ocupacional para avaliar a presença desse metal no organismo e auxiliar no monitoramento da saúde do trabalhador.
O exame é indicado tanto para investigação de intoxicação quanto para acompanhamento preventivo em programas de saúde ocupacional e ambiental.
O que é o exame de Arsênio Sérico?
O Exame de Arsênio Sérico (ARSES) é um exame laboratorial que mede a concentração de arsênio no soro do sangue.
A análise é realizada pela técnica de Espectrometria de Massas com Plasma Indutivamente Acoplado (ICP/MS), considerada referência internacional para análise de metais traço devido à alta precisão e sensibilidade.
Esse exame é amplamente utilizado em rotinas de:
- Toxicologia ocupacional;
- Investigação ambiental;
- Monitoramento biológico de trabalhadores expostos;
- Avaliação de intoxicação por metais pesados.
Para que serve o exame?
O arsênio inorgânico é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como substância cancerígena e representa um importante risco à saúde pública.
O exame de arsênio no sangue serve para:
- Monitorar trabalhadores expostos ao arsênio;
- Avaliar suspeita de intoxicação aguda ou crônica;
- Investigar exposição ambiental;
- Auxiliar programas de saúde ocupacional previstos no PCMSO;
- Apoiar diagnósticos relacionados à exposição a metais tóxicos.
O exame pode ser solicitado em atividades industriais relacionadas a:
- Metalurgia;
- Fabricação de tintas;
- Indústria eletrônica;
- Produção de vidro;
- Pesticidas;
- Preservação de madeira.
Quais sintomas podem indicar exposição ao arsênio?
A intoxicação por arsênio varia conforme a quantidade, forma e tempo de exposição. Entre os sinais mais comuns estão:
- Alterações e manchas na pele;
- Hiperpigmentação;
- Queratose palmoplantar;
- Formigamento em mãos e pés;
- Fraqueza muscular;
- Náuseas e vômitos;
- Diarreia;
- Alterações hepáticas;
- Alterações renais;
- Pressão alta;
- Arritmias;
- Cansaço persistente;
- Perda de apetite.
Em muitos casos, o monitoramento é realizado preventivamente, mesmo sem sintomas aparentes. Em ambientes de trabalho, a avaliação costuma ser periódica, mesmo em pessoas assintomáticas.
Quais as doenças relacionadas ao exame?
A exposição crônica e aguda ao arsênio e metais pesados pode estar associada a:
- Neuropatia periférica;
- Diversos tipos de câncer (pele, pulmão, bexiga, fígado);
- Leucemia;
- Insuficiência renal aguda;
- Doenças cardiovasculares (hipertensão, aterosclerose);
- Disfunções hepáticas.
O exame faz parte do PCMSO?
Sim. O exame PCMSO arsênio pode ser utilizado em programas de monitoramento ocupacional previstos pela NR-7, conforme avaliação do médico do trabalho e os riscos da atividade exercida.
Empresas que possuem exposição ocupacional ao arsênio devem seguir protocolos de controle biológico definidos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
É necessário jejum ou preparo?
Sim, alguns cuidados são importantes para um resultado confiável:
- Jejum aconselhável de 4 horas;
- Dieta: não consumir frutos do mar nos 3 dias anteriores à coleta: esses alimentos podem elevar o resultado, sem significar exposição tóxica.
*As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a consulta médica. Procure sempre um médico para avaliação e interpretação dos seus resultados.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especialista em bacteriologia clínica. Atualizado em julho de 2026.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.
Perguntas frequentes
O sérico reflete a exposição mais recente; o urinário é o indicador biológico de excreção mais utilizado em saúde ocupacional. Muitas vezes os dois são solicitados em conjunto.
Sim. Por isso evite frutos do mar 3 dias antes da coleta.
O exame é um dos indicadores biológicos recomendados pela NR-7 em atividades com exposição ao arsênio e está relacionado a exposição a metais pesados.
Em contextos ocupacionais, a periodicidade é definida pelo médico do trabalho, conforme o risco da atividade.
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