Exame de Cistina na Urina: o que é e quando fazer
Exame de Cistina na Urina: o que é e quando fazer
R$ 1,06
* Valores e formas de pagamento variam conforme o laboratório escolhido.
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Informações da coleta
Prazo do resultado
4 dias úteis
Material coletado
URINA ISOLADA OU URINA 24 HORAS
Método de coleta
Segunda a sábado
Instruções de preparo
Coleta CISP: (CISP)Urina 24 horas: Desprezar a primeira micção da manhã, anotar o horário de início, a partir da próxima micção, armazenar em frasco apropriado toda a urina até o mesmo horário em que foi deprezada a primeira urina, no dia seguinte, este será o horário do término da coleta. A amostra deverá ser armazenada tampada e refrigerada durante todo o intervalo da coleta. Enviar uma alíquota conforme condições solicitadas. Amostra isolada: Coletar em frasco apropriado preferencialmente a primeira urina da manhã ou com intervalo mínimo de 4 horas após a última micção. Desprezar o primeiro jato de urina e sem interromper a micção, coletar o jato médio.
Exame de Cistina na Urina: o que é e quando fazer
Investigar a causa das pedras nos rins e os distúrbios do metabolismo da cistina para evitar novas crises.
O que é o Exame de Cistina na urina?
Algumas formas de pedra nos rins têm uma causa genética específica, e é exatamente essa causa que o exame de pesquisa de cistina na urina ajuda a identificar. Trata-se de um exame de triagem para distúrbios raros do metabolismo de aminoácidos, especialmente a cistinúria.
Como é feita a coleta?
A coleta pode ser feita de duas formas:
Urina de 24 horas
- Descarte a primeira urina da manhã;
- Colete toda a urina produzida nas 24 horas seguintes, mantendo o frasco refrigerado;
Amostra isolada
- Colete preferencialmente a primeira urina da manhã ou após 4+ horas sem urinar;
- Despreze o primeiro jato e colete o jato médio;
- A amostra é coletada em tubo cônico, sem conservante, e mantida refrigerada ou congelada.
O que é a cistina?
A cistina é um aminoácido formado pela união de duas moléculas de cisteína. Em condições normais, os rins filtram a cistina do sangue e a reabsorvem de volta para a circulação, pouca ou nenhuma cistina aparece na urina.
Em pessoas com distúrbios genéticos do metabolismo da cistina, os rins não conseguem reabsorvê-la adequadamente, levando ao acúmulo de cistina na urina. Quando a concentração ultrapassa certo limite, a cistina cristaliza e forma cálculos renais de cistina, um tipo específico e recorrente de pedra no rim.
O que são cistinúria e cistinose?
A Cistinúria é um distúrbio genético (autossômico recessivo) no qual os rins e o intestino não reabsorvem corretamente a cistina e outros aminoácidos (lisina, arginina, ornitina). Resulta em alta concentração de cistina na urina, levando à formação de cálculos renais recorrentes.
A cistinúria é uma das causas mais comuns de nefrolitíase na infância e pode evoluir com episódios recorrentes ao longo da vida.
Já a Cistinose é uma doença metabólica mais grave, em que a cistina se acumula dentro das células (nos lisossomos) e não apenas na urina. Afeta múltiplos órgãos, com manifestação renal mais proeminente. É mais rara que a cistinúria.
Para que serve o exame?
O exame é uma triagem qualitativa. Ele pesquisa se há cistina na urina, sem quantificar. É utilizado para:
- Triagem de cistinúria: em crianças e adultos com cálculos renais recorrentes, especialmente sem outros fatores de risco;
- Investigação de cistinose: em crianças com comprometimento renal precoce;
- Diagnóstico diferencial de nefrolitíase: identificar se a causa das pedras é a cistina (e não cálcio, oxalato ou ácido úrico);
- Investigação familiar: em irmãos de pacientes diagnosticados, já que a doença é hereditária.
Quando o médico pode vir a solicitar esse exame?
O exame pode ser solicitado por nefrologistas, pediatras e geneticistas, principalmente quando:
- Há cálculos renais recorrentes desde a infância ou adolescência;
- A análise de um cálculo renal já identificou cistina;
- Existe histórico familiar de cistinúria;
- Há suspeita de doença metabólica com envolvimento renal.
Como é o resultado?
O resultado do exame de cistina urinária se dá por laudo positivo ou negativo, sendo:
- Negativo (normal): ausência de cistina na urina — resultado esperado em pessoas saudáveis;
- Positivo: presença de cistina detectada — sugere cistinúria ou outro distúrbio do metabolismo de aminoácidos sulfurados.
Um resultado positivo indica a necessidade de investigação complementar, incluindo dosagem quantitativa de cistina e outros aminoácidos.7
Quais as doenças relacionadas
Cistinúria , Calculose renal, Insuficiência renal.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo para realizar este teste?
Em geral, não é necessário preparo específico para a realização do exame como jejum, no entanto, é importante seguir todas as instruções do médico ou do laboratório.
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Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina.
Perguntas frequentes
Sim. O tratamento inclui aumento da ingestão de água (para diluir a urina), alcalinização da urina (que aumenta a solubilidade da cistina) e, em casos mais graves, medicamentos específicos. O acompanhamento com nefrologista é fundamental.
Não. O exame de pesquisa (CISP) é qualitativo e apenas detecta se há cistina. A dosagem quantitativa mede a concentração exata, importante para acompanhamento do tratamento.
Sim. A cistinúria frequentemente se manifesta na infância ou adolescência, e o exame pode ser feito em qualquer faixa etária.
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